Prepare-se, aqui temos a introdução a uma série em sete partes!
Vamos lançar o blog com uma série em sete partes falando das sete faces de amor, segundo os gregos anciãos! Ok, sei que à primeira vista parece um assunto seco e desinteressante, mas vale a pena ter paciência. Este assunto me ajuda a ser mais grata e ciente das formas de amor na minha vida, e espero que te ajude também.
Então, o que é que os gregos sabiam de amor? Na verdade, muito. Quando imagino o mundo antigo, imagino um lugar frio e cheio de crueldade. Mas o fato é que desde que os humanos eram humanos, temos sido – bem, humanos. Quero dizer, podemos ser frios e brutais, sim, mas também somos capazes de amor com profundidade e nuança incrível.
Pois, por que os gregos? Porque eles criaram sete palavras diferentes para descrever o amor, e nenhuma é sinónima pela outra. Cada palavra descreve uma forma diferente de sentir, dar, e participar no estado se ser que é amor.
As sete palavras são eros, philia, ludus, agape, pragma, philautia, e storge. Em poucas palavras, descrevem paixão, amizade, amor brincalhão, altruísmo, amor que se construi com tempo, amor-próprio, e amor familial.
Uma observação: O número sete não é definitivo. Há fontes que dizem que são oito palavras, outras dizem que são quatro. A única forma de qual não vou escrever é mania, porque são poucas fontes que a mencionam. Também é um pouco óbvia, não? Mania significa … bem, mania. Pronto. *Encolhendo os ombros*
Começando hoje, vamos falar toda semana sobre uma palavra diferente que os gregos inventaram para amor, tá bom?
Amor Segundo a Stig (aos 12 anos)
Não conheço ninguém que não lembra da primeira vez em que sentiu eros. Para mim foi quando eu descubri que a Pessoa Perfeita existia e, de fato, me esperava até o dia em que eu me formasse do sétimo grau (middle school aqui) e finalmente podíamos ficar juntos para sempre.
Desde que cresci na época dos boy bands, não deve ser sorpresa que esse moço era ninguém menos que o Nick Carter.
Sim, aquele – dos Backstreet Boys.
Tanto era a minha paixão que eu jurava que o talento e a fama dele nunca iriam ser alcançados pelo adversário Justin Timberlake. Desculpe, Justin quem?
Eu não acreditava, eu sabia que um dia ele me ia procurar, sentindo o meu amor de longe, sabendo que, lá no multidão, estava eu, esperando-lhe. Ele simplesmente apareceria na minha porta e dentro de pouco tempo a gente – depois de muito tesão – beijaria duma forma intensa e muito escandalosa. Na verdade, minha imaginação de menina prepubescente não pensava do que poderia vir depois. Só a ideia de beijar um menino – me desculpem – um homen, O HOMEN para mim, chegava para me enfartar na tenra idade de 12 aninhos.
Mentira, imaginava sim o que aconteceria depois do grande beijo. Obviamente, iriamos para Disney e andar juntinhos naqueles trenozinhos na Matterhorn (quem já foi na Disney em Los Angeles vai saber da referencia). A única proteção em que pensava eram os cintos de segurança da montanha russa.
Eu passava horas sem fim olhando no livrinho que acompanhava o disco Millenium, fitando todo detalhe dele (só do Nick, viu? Nunca o enganaria com as fotos dos outros meninos), até as veias nos seus pés descalços na segunda página.
Se alguém me tinha contado que um dia eu riria àquela lembrança do meu crush, eu teria magoada, e muito. Eu pensava que eu realmente amava o Nick.
Mas o amava mesmo?
Segundo os gregos, sim.
Desde criança eu tinha ouvido falar que so existia uma palavra por amor, e que ela tinha que bastar para descrever todo tipo de amor. Os gregos, no entanto, tinham SETE palavras para descrever amor. Eu pensava que era um fato interessante (sendo nerd), e um pouco lindo, e depois esqueci dele e continuei vivendo a minha vida sem pensar muito nas possíveis diferenças entre as sete palavras. Agora, como sou adulta e tenho mais experiência com relações de todo tipo, aprecio muito mais a sabedoria dos gregos neste assunto e vale a pena desenvolvê-lo aqui.
É uma bagunça, e não tem problema
Tenho amigos em toda fase de relação e que demonstram todo tipo de amor sem notar. Tenho amigos que estão com a mesma pessoa deste a juventude, tenho amigos que só querem procurar um amigo colorido, amigos e familiares com filhos e netos que são a luz das vidas deles. Conheço pessoas que vivem com a vontade intensa de servir os outros em uma forma ou outra. Tenho amigos e familiares que investem muito carinho nas amizades. Também vejo que tenho cada mais pessoas ao meu redor que priorizam autocuidados e amor próprio, inclusive eu.
A verdade é que, para a pessoa média, temos uma mistura de todo tipo de amor presente na vida. Então, por que é que devemos entender os tipos diferentes?
Ah, amigos. Porque a nossa cultura nos ensina que UMA PESSOA deve cumprir todo santo tipo de amor (agora estou fitando com uma cara braba para 99% das comédias românticas que já lançaram nos Estados Unidos na história do tempo).
Um segredinho da vida que pode doer muitooooo para entender, mas que no longo prazo vai te proporcionar MUITO mais alegria, carinho, e autenticidade: o seu parceiro ou a sua parceira não pode e também não deve providenciar todo tipo de amor para a sua vida.
Boom. O disse.
E agora?
Jogue os seus filmes de rom com fora (ou não, é você que sabe)
É uma frase aparentemente obvia. Claro que uma pessoa não pode ser tudo para a outra. Mas na minha experiência, a sociedade tem uma tendência de invadir as nossas psiques. Principalmente culpada é o que eu chamo da ‘cultura de comédia romantica’ – a expectativa que quando você encontra A Pessoa Da Sua Vida, você vai sentir aquelas borboletas na barriga, vai querer falar por horas sem fim, essa pessoa vai fitar diretamente às profundezas da sua alma, vai saber instintualmente o que você está a pensar sem você ter que avisar, vai ser o seu melhor amigo, vai te et cetera, et cetera.
Este assunto é tão simples, e ao mesmo tempo tão complicado, que vou dedicar SETE postes a falar dele. E quem pode aproveitar desses postes não são somente as pessoas em relações ou que procuram namorado/a. É matéria que cada um/a pode usar para entender mais as relações na vida – sejam relações românticas, amizades, pai-filho, ou até desconhecidos.
E, como tudo na vida, nada encaixa 100% nas categorias em que nós humanos o pomos. Como vão ver, a maioria de relações é um a mistura de pelo menos dois tipos de amor. Estas categorias pretendem só ajudar-lhes a entender mais as relações na vida. Se elas não te ajudam? Não tem problema. Liga para o que te inspira!
Stig e Nick, outra vez
Voltemos ao coitado Nick. Na minha mente, eu pensava que o amava de toda forma possível. Depois de tudo, eu sentia do jeito que via interpretado na televisão e sobre o que ouvia nas musicas (por acaso, nas musicas lindas, perfeitas, transcendentes, dele). Finalmente, após 12 anos de vida, eu sabia o que era Amor Perfeito.
Ahh, Stiggy bebé, o que não entedia da vida! Hahaha. Agora eu sei que, além de ser um caso simples duma menina a véspera de ser uma teenager, foi a primeira prova de eros que eu teria. Aquela sensação de paixão, de enfatuação, uma atração física (que felizmente nunca foi reciprocado, sendo …. ilegal … na parte dele). Nesta altura, esse amore era inocente, simples, e passou alguns dois anos e desapareceu. Mas eu tinha passado pela primeira experiência de amor romântico, mesmo sendo só um crush. E ainda tinha muito para aprender.
Na próxima semana, falaremos um pouco mais sobre Nick Carter quero dizer, eros.
Até então!
Beijos,
Stig



