Oi, gente! Feliz ano novo! Estou de volta do Brasil e empolgada para o começo de 2019. Como estavam o seu réveillon e natal?
Quando era adolescente, eu tinha o hábito de escrever e-mails longos para família e amigos cada vez que eu viajava. Eu descrevia as minha impressões, o amor que sentia pelas pessoas e paisagens, teorias e perguntas sobre o local e costumes. E por algum motivo ou outro, todo mundo gostava e sempre pedia mais. Então, resolvi fazer um post nesse estilo – como se você fosse da minha própria família e eu te mandava novidades da minha viagem. Tá bom?
Rodrigo e eu passamos o mês inteiro de dezembro no Brasil – e se pareça um grande negócio, é porque é! Quando o conheci aqui, ele não tinha documentos de residência nos Estados Unidos. Então, se ele saísse do país, não podia entrar novamente. Todo disso mudou no verão de 2017, quanto finalmente conseguiu os seu Green Card, o documento que permite a residência legal aqui. Ou seja, ele finalmente podia ir e voltar como quisesse.
Obviamente, a nossa primeira viagem junto no estrangeiro seria para o Brasil! A família toda, menos um primo, mora em Goiás e em Brasília. Então lá fomos nós, sem parar em Rio ou São Paulo para turistar: o proposito da viagem era passar tempo em casa com família. E sim, passamos e passamos bem!
O Aniversário
A família do Rodrigo é simplesmente enorme.
Exemplo: O sexagésimo aniversário da minha sogra no início de dezembro. Você lembra desse post? O que não viu foi todaaaaaa a família:

Haha, brincadeira. Foi apenas eu e alguns parentes para comprar linguiça.
Vamos tentar de novo:

Haha, ainda não são todos, só a fração das pessoas que alugaram um omnibus para viajar entre Brasília e Goiânia.
Mais uma vez:

Ããã, ainda não são todos, apenas as pessoas que passaram a noite em casa. Tivemos colchões até na área do lado de fora da casa, quase um por cima do outro. Alguns optou por dormir cedo, como descobri quando quase tropecei nos pés de alguém adormecido no chão do nosso quarto ao meio-dia.
Houveram quase 50 participantes no jogo de amigo da onça, que envolveu gritos de felicidade e de raiva quando alguém conseguia o que queria, ou perdesse o presente para um pretendente. Ninguém sabe por que, mas o presente mais procurado da noite era uma daquelas almofadas que se usa no avião para apoiar o pescoço. Quem saberia?


A festa durou mais de 24 horas e os convidados variavam em idade, entre alguns meses e tão velho que a gente fica com medo de perguntar caso dê azar e a pessoa tombe na hora. Houve forró, bebida, aquela gritaria duma festa alegre, e muito, muito bolo. Naturalmente, uma parente fez o bolo, e genteeee, que bolo! Lindo de ver e mais gostoso ainda comer. Ainda bem que sobrou – comi bolo por cinco dias em seguida depois da festa, haha!
Para mim, foi uma alegria enorme ter tantos familiares debaixo dum teto só, e adorei cada minuto. Não tem nada igual a ter a família reunida, né?
Tempo em Família
Venho duma família pequena – nem chega a ter 10 pessoas, todo mundo junto. Estamos muito próximos, um ao outro, mesmo morando em estados diferentes – exceto o meu pai, Papa Mendes, que mora pertinho.
Então imagine como foi para mim entrar na família do Rodrigo, uma enorme, cujo número de tios e primos parece não ter fim! Sempre tem uma tia por aí nos chamando para almoçar em casa, mesmo sim ela mora três horas de Goiânia. E aquele almocinho em família vai durar umas oito horas às vezes, porque pode incluir uma aula de fazer pasteis (quem não gostaria disso?!), uma visita à feira, uma guia pela casa do vizinho, tudo pode acontecer.
E sempre achei uma graça quando, ao fim do dia chegar, o povo diz, ‘’já vai tão cedo? Dorme aqui!’’
Sempre há tempo
E é isso – para família, sempre há tempo. Não quero dizer que devemos deixar de passar tempo junto porque sempre haverá outro dia – não mesmo. Quero dizer que agora, neste momento, há tempo. Tempos agora para se conectar, para escutar um ao outro, para aprender, se-identificar, valorizar, desabafar, até fofocar um pouco.

Eu sou muito introvertida. Adoro passar tempo sozinho, adoro escrever, correr com a minha cachorra, estudar moda, etc. Sempre farei tempo por estas coisas, porque me dão alegria.
E
Se conectar com os outros é o que nos faz humanos. Então seja humano. Faça o tempo para as pessoas importantes na sua vida. Faça questão de equilibrar este tempo com tooooodo o demais que tem acontecendo na sua vida. Nunca se vai arrepender por escutar uma tia idosa, segurar a mão do primo nenê que acaba de nascer, brincar com irmãs. Te prometo disso.
Há tantas outras coisas que eu podia dizer, tantas lembranças e lições, paisagens lindas para se dividir – mas por enquanto, quero te desejar um FELIZ ano novo, cheio de amor e da companhia de que você ama.
Até o próximo,
Beijos,
Stig.

