Qual é o seu Motivo de Fazer Exercício?

exercise gym outfit, plus motivation for going to the gym

Esta postagem era para ser ”ah, usei uma roupa bacana para a aula de samba e queria dividir o look,” mas logo que comecei a escrever, um torrente palavras sobre o por quê a gente faz exercício saiu. Que te deixou com um mega-post, haha! Mesmo assim, espero que goste!

Vou ser bem direta com você: Odeio a cultura da dieta. Até chego a marcar propaganda de dieta e perda de peso como assédio na mídia social. Para mim, as dietas são o cume de consumerismo – a ideia é te vender uma solução rápida ao ”problema” que você é. É isso mesmo – estão vendendo a ideia de que VOCÊ é o problema, e tem que procurar uma solução.

Em primeiro lugar, vejo em todo canto a equivalência falsa entre peso, saude, aparência, e felicidade. Claro que estas coisas podem se afetar uma à outro, mas é muito mais complicado que uma correspondência simples. O organismo e psicologia são muito mais delicados e complexos que apenas peso.

Claro, peso pode ser um indicador de problemas com saude – uma variável entre muitos! É importante encontrar um médico com quem você confia, e com quem você tem respeito mútuo. Não estou a dizer que não deve escutar ao conselho dos médicos – apenas não escutar à cultura das dietas que te diz que a sua saude e felicidade são dependentes no número na balança. E muito menos aquelas publicidades no Insta da merda de chá de emagrecimento. Que nojo.

Isso me deixa no meu próximo ponto: Existe uma forte cultura de malhar a fim de ”concertar” um problema com si mesmo. Como se tivesse alguma coisa ”errada” contigo. Ãããã, que???? This leads me to my second point: there is a heavy culture of working out in order to “fix” a problem. Like there is something wrong with you. Uh, huh?

Você não é um calhambeque. Não tem que ser levado à oficina para concertar.

Quero deixar uma coisa bem clara: NÃO HÁ NADA DE ERRADO COM VOCÊ

Você não é um calhambeque. Não tem que ser levado à oficina para concertar.

O seu peso vai subir e descer ao percorrer do tempo. Cai a você determinar qual é a faixa saudável para o seu corpo e para a sua vida. Eu, por exemplo, vario entre 5 a 7 kilos. Por cima ou por baixo desta faixa, sei que devo dar uma olhadinha à minha saude mental e fisiológica.

Isso não significa que deve ignorar problemas de saude. Quer dizer que o seu valor e a qualidade da sua vida não dependem no seu peso. Quer mais sobre como não tem nada de errado com você? Lê este post.

O motivo por eu postar sobre isso agora é que todo janeiro, vemos aquela onda de ”ano novo, vida nova” que me enlouquece. Ainda mais porque o enfoque dessa onda tende a ser o peso e a aparência, juntando essas com a mentira que pessoa feliz é pessoa magra, e pessoa magra é pessoa linda. Que porcaria.

Mesmo assim, não custa lembrar os benefícios de exercício.

É CLARO que fazer exercício faz bem se você faz a rotina que funciona para a sua vida e para o seu corpo. Mas há MUITO MAIS benefícios alem do que diz a balança! Hoje mesmo, saiu um artigo da Harvard Health resumindo os efeitos de exercício – como reduzir a chance de doenças cardíacas, o risco de diabetes, ansiedade, e depressão E dormir melhor, E reduzir a pressão. E existem muito mais benefícios que não tem nada a ver com peso.

O artigo até faz questão de enfatizar que os benefícios são independentes do peso – mesmo se o seu peso ficar o mesmo, malhar ainda vai render bons resultados pelo ponto de vista de saude em geral.

Repito: a saude e a aparência são duas coisas diferentes.

Minha História

Por exemplo – talvez você sabe que há alguns anos atrás, fui acidentada e levei uma concussão séria. Resultado disso é a deficiência de somatotropina, também conhecida de hormónio de crescimento. Esse hormónio é responsável pela manutenção de músculo, memória, concentração, habilidade de socializar, densidade dos ossos, e muito, muito mais.

O meu IMC caiu de 22 até 18.5 – e os dois valores são dentro da faixa ”normal.” E eu parecia bem.

Mas eu me sentia uma merda.

Não conseguia andar mais dum quarteirão. Demorava séculos para subir as 8 escadas para o nosso apartamento. O tempo parecia não existir, pois eu perdera a habilidade de enfocar o bastante para lembrar qual dia e hora era. Não me apetecia falar com ninguém, muito menos comer. Parecia que eu arrastava o meu corpo para todo lado, como se estivesse uma pasta algemada ao meu pescoço. Quando finalmente consegui o remédio, demorou meses para o meu organismo começar a sentir alguma mudança.

Encontre o que te dá ALEGRIA (ou ao menos coisa parecida)

Agora que estou MUITO melhor, graças a Deus, valorizo até mais o exercício e tudo que ele me dá. Aprendi conectar mais com o meu corpo, sentir o que precisa, e me sinto grata por tudo que ele consegue fazer. Exercício me ajuda a enfocar, desabafar, até que às vezes sinto a frustração ou raiva saindo do meu corpo, ou me encho de alegria.

Mas aqui está o detalhe importante: se a sua rotina de exercício não inclua alguma coisa que te dá ALEGRIA, então essa rotina não é sustentável para você e a sua vida.

Odeia correr? Quem disse que tem de correr? Faça outra coisa. Por exemplo, a minha mãe não gosta mesmo de correr. Nem gosta de suar! Mas ela experimentou exercícios diferentes até que encontrou o que funcionava para ela. No caso dela, era ioga e pilates. Ela criou um programa que cabe na vida dela e funciona para o corpo e mente dela.

Minha irmã prefere aulas de exercício de grupo, andar e correr com o cachorro dela, e usar o aparelho elíptico.

A minha sogra gosta de andar com as amigas.

O Rodrigo prefere treinar jiu-jitsu.

Quanto a mim, não aguento ioga e pilates. E ODEIO o aparelho elíptico. Bem, é uma máquina útil, para os outros. Haha.

Mas adoro correr. Amo a qualidade meditativa dele, que posso forçar quando quero, ou ficar mais descontraído nos dias mais lentos. Posso fazer em todo e qualquer lugar, até com a minha cachorra, E posso escutar qualquer música que eu quiser. Amo.

Também amo dançar! Treinava balé quando era adolescente, e também um pouco de hip hop. Nos últimos anos tenho treinado samba, que adora quase mais que a minha própria vida! Me faz tão contenta e alegre, e me lembra que a vida pode ser divertida. É coisa MÁGICA!

Então, qual é o SEU motivo de malhar?

Se malhar te parece mais uma tarefa, se parece que está fazendo apenas com o fim de chegar a algum destino fixo (como um peso específico), claro que não vai querer malhar. Te encorajo a reavaliar a sua rotina e o por quê por trás dela. Procure incluir alguma coisa que te dá alegria, ou pelo menos que você gosta de fazer!

Se fizer isso, te prometo que vai ficar muito mais fácil manter um ritmo. E, o mais importante de tudo, a QUALIDADE do seu dia-a-dia vai melhorar. Você merece!!

A qualidade da sua vida importa. E ao fim das contas, é por isso que devemos malhar, e espero que você se sinta assim também.

beijos,

Stig

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